Ícone da arquitetura mineira, Edifício Acaiaca, recebe exposição de mobiliário e fotos

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O Edifício Acaiaca, ícone da arquitetura mineira que completa 70 anos de construção em 2017, promove uma exposição exclusivamente para o DMAIS Design. A curadoria será do Coletivo P, grupo formado por oito profissionais mineiros que se uniram para desenvolver projetos relacionados ao design de forma colaborativa. O visitante pode conferir mobiliário, peças e imagens inspiradas no Art Deco, que datam desde a construção do edifício até os dias de hoje. Quem visitar a exposição também desfrutará da bela vista do centro de Belo Horizonte e de alguns pontos turísticos, como o Parque Municipal, a Praça Sete e a Igreja São José. Instalada no 25º andar do prédio, a exposição fica em cartaz somente nos dias 21, 22 e 23 de junho. A entrada é gratuita.

A presente ocupação, intitulada “Ação 001: ACAIACA” foi iniciada a partir de uma simples visita ao icônico Edifício, guiada pelo interesse histórico e pela admiração despertada no encontro com o universo e legado visionário do Sr. Antônio Miranda – proprietário do 25º andar. Desde então ficou clara a importância de contribuir com a integridade desse marco da arquitetura da cidade e a necessidade de ajuda em seu contínuo reconhecimento como valor arquitetônico, simbólico e econômico.

O traçado da mostra se ancora na polaridade “VINTAGE _ CONTEMPORÂNEO” e possui como principal desejo o de costurar com linhas finas relações diretas e indiretas possíveis entre os elementos e formas GEOMÉTRICAS sobreviventes do ArtDéco. O olhar foi dirigido tanto para os que se encontram presentes na própria edificação, quanto para manifestações de toda ordem desses elementos – e que insistem em continuar a reverberar ao longo do século XX em peças de mobiliário originais de época, especialmente a década de 1940, representadas pelos exemplares de estilo Streamline Moderne – Desenho Industrial de linhas aerodinâmicas, e também na produção contemporânea dos escritórios de design/arte escolhidos (Alva Design / COLETIVO P / Vasconcellos Barreto) através de peças cujo desenho exala a geometria icônica DECO.

Essas referências também se refletiram na escolha dos diversos materiais que compõe os elementos expográficos em sua relação com as peças expostas, entre eles pedras, laca, madeira, veludos, metais polidos etc.

Também compõe a mostra elementos gráficos e fotográficos autorais de arte urbana (Fachada Frontal / Henrique Queiroga), especialmente pensadas pela estreita relação com a arquitetura do edifício e seu entorno, e em clara harmonia com a expografia da exibição.

Peças que integram a exposição:

VINTAGE: Mobiliário Streamline Moderne (Anos 40) / Luminária Italiana (Anos 70) + Móveis CIMO (Anos 50) – Seleção Pé Palito Vintage

CONTEMPORÂNEO: Alva Design / COLETIVO P / Vasconcellos Barreto (Produção de Design/Arte Autoral)

Printing (Vestimentas – Atelier de Márcia Queiroz)

Henrique Queiroga (fotografia) + Fachada Frontal (Ilustração, “Lambe-Lambe” instalacional) – seleção Espaço 670

Sobre o Acaiaca

Idealizado pelo empresário Redelvim Andrade construído entre os anos de 1943 e 1947. O minimalismo e funcionalismo ArtDéco foram traçados pelo arquiteto Luiz Pinto Coelho.

Algumas Peculiaridades sobre o edifício:

Abrigo antiaéreo: Por ter sido construído durante a 2º Guerra Mundial, um decreto do então presidente Getúlio Vargas obrigou a construção a projetar um porão que fosse resistente a ataques aéreos.

Vitral: Por ter feito fortuna com o comércio de pedras preciosas, Redelvim Andrade teria mandado construir no topo do edifício uma estrutura de vidro em forma de cristal. Esta base já foi usada como sinalizador de aviso de aviões e como apoio para a Transmetro – órgão de regulamentação de trânsito.

Efígies: As cabeças dos índios esculpidas seriam feitas pelo português José Bahia. Por uma série de eventualidades, porém, foi o arquiteto Luiz Pinto Coelho quem acabou assumindo a feitura das peças. Inicialmente a obra o desagradou; dizia que pareciam um “gângster americano” – e refez o trabalho.

Antônio Rocha Miranda, 79, proprietário do 25º andar e autor do livro “Edifício Acaiaca: O Colosso Humano e Concreto”, não tem memória de uma Belo Horizonte sem o Edifício Acaiaca. “Estive ali logo que ele terminou de ser feito. Usei um dos elevadores e tive uma sensação indescritível. Na época, ainda criança, aquilo pra mim era uma coisa impossível”. No livro encontramos este e muitos outros comentários e histórias sobre esse grande ícone arquitetônico de nossa cidade. O Edifício Acaiaca completa sete décadas em 2017: continua sendo Patrimônio cultural e afetivo de Belo Horizonte.

O “COLETIVO P” * de Design Colaborativo se originou do encontro de oito profissionais da arquitetura e comunicação que possuíam em comum o desejo de criar, elaborar e propor projetos e conexões por afinidade eletiva entre pessoas e criadores da área (Arquitetura / Design) – um verdadeiro exercício de liberdade em relação às imposições externas das tendências ditadas. Seu maior desafio é o de buscar soluções propositivas e realizar ações exponenciais que se dirigem a construção de um estilo de vida que agregue mais significado as pequenas ações do cotidiano, gerando um encadeamento orgânico e afetivo entre as partes e reverberando ações individuais lapidadas sempre em conjunto.

[ * COLETIVO P: Bruna Figueiredo | Eveline Porto | Fabíola Constantino | Graziella Nicolai | Leticia Dias | Marina Dubal | Rachel Ramos | Rodrigo Aguiar ]

SERVIÇO:

Data: 21, 22 e 23 de junho

Horário: 13h às 19h

Endereço: Av. Afonso Pena, 867, 25º andar, Centro

Telefone: (31) 99757-6762

Foto: Alexandre Campos

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