Exposição traz olhar apaixonado sobre Ouro Preto

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A  abertura da exposição “60 anos de Paixão Ouropretana”, dos artistas José Marcos Rodrigues Vieira e José Marcos Filho contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos; do Prefeito de Ouro Preto, Júlio Pimenta; do Prefeito de Mariana, Duarte Júnior; e do Secretário Municipal de Cultura e do Patrimônio Histórico de Ouro Preto, Zaqueu Astoni , além de autoridades e pessoas que foram conferir  a mostra.

A exposição tem como tema Ouro Preto, baseada em sua história e arte, na visão de  José Crux Rodrigues Vieira, ou simplesmente Crux, historiador e poeta, membro da Academia Mineira de Letras, que produziu a maior obra sobre a Inconfidência: “Tiradentes, a Inconfidência Diante da História” (3 volumes).

José Marcos

José Marcos Rodrigues Vieira, ou simplesmente José Marcos, é pintor do paisagismo urbano e do entorno de Ouro Preto. Tem predileção pelas perspectivas forçadas das ladeiras, com seus angulosos baldrames, e pelos crepúsculos de Vila Rica, quando o branco das fachadas ganha tons azulados, violáceos, e os raios do nascer do dia ou do poente variam de tonalidade.

Discípulo de Yoshua Takaoka, sempre produziu óleos sobre tela. O estilo é próprio (aliás, desde a Academia Francesa, “o estilo é o homem”), com notas de expressionismo, se se quer fazer referência a alguma escola. A pintura é direta, sem desenho prévio.

Em 60 anos de Paixão Ouropretana, o artista apresenta um trabalho biográfico, procurando situar a trajetória da família por 60 anos em Ouro Preto, fruto de uma paixão que o levou a transitar entre duas residências, belorizontina e ouropretana. Sua palheta tem poucas cores, mas inúmeras misturas.

Em suas obras há cenas da família em Vila Rica, e são apresentados trabalhos produzidos nos anos de 1969, 1971 e de 2000 em diante.

José Marcos Filho

José Marcos Rodrigues Vieira Filho, ou simplesmente José Marcos Filho, criador do “Fachada Frontal”, apresenta na exposição os casarões do Largo do Rosário em releitura incomum.

O “Fachada Frontal” nasceu por uma admiração pela maneira com que o projeto de arquitetura era representado antigamente. Não apenas as edificações, mas também os desenhos técnicos contavam uma riqueza de detalhes que não se vê hoje: jogos de sombras destacavam a volumetria, havia uma sensibilidade artística que seria difícil de ser alcançada com as frias ferramentas de projeto utilizadas hoje, os softwares CAD. Surgiu, a partir daí, a curiosidade de tentar.

A escolha das edificações retratadas parte do gosto pessoal, mas também envolve questões práticas: uma das características principais do trabalho é a representação das construções em seus mínimos detalhes, o que torna uma ida ao local para um levantamento fotográfico uma etapa fundamental do processo. A visita auxilia ainda o entendimento da relação do objeto com a paisagem urbana em que se insere, e isso muitas vezes se reflete em desenhos que incluem esse contexto.

A exposição “60 anos de Paixão Ouropretana” fica em cartaz no Grande Salão da Casa dos Contos até o dia 08 de janeiro.

Na foto em destaque, Celeste  e  José Marcos Rodrigues Vieira com Zaqueu Astoni.

Abaixo: o prefeito Júlio Pimenta e José Marcos

 

Abaixo: Zaqueu Astoni, Carlos Bracher e José Marcos

 

Abaixo: o Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos e presentes na abertura da exposição

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