Poetas mineiros representam o estado em Paris

É Top , , , ,

Os mineiros Ana Martins Marques, Edimilson de Almeida Pereira, Lucas Guimaraens (foto / divulgação) Ana Elisa Ribeiro e Fabrício Maruqes participam entre os dias 15 e 18 de novembro, em Paris,  da  14ª Bienal Internacional de Poetas Paris/Val-de-Marne. Os poetas representam o estado no evento literário, que este ano presta homenagem aos poetas latino-americanos, com destaque especial para brasileiros e colombianos. Conheça um pouco da história de cada um:

Ana Martins Marques, que é belo-horizontina busca na expressão da linguagem contemporânea observar o cotidiano por meio de sua poética. É formada em Letras e doutora em literatura comparada pela UFMG. Publicou os livros “A vida submarina”, “Da arte das armadilhas” e “O livro das semelhanças”, esses dois pela Cia das Letras. Em 2007 e 2008, recebeu o Prêmio Cidade de Belo Horizonte de Literatura. Com “Da arte das armadilhas” recebeu o Prêmio da Fundação Biblioteca Nacional na categoria poesia e foi finalista do Prêmio Portugal Telecom. “O livro das semelhanças” recebeu o Prêmio APCA de Poesia e o terceiro lugar do Prêmio Oceanos. Recentemente, publicou dois livros em dupla: Duas janelas, com o poeta Marcos Siscar, e Como se fosse a casa (uma correspondência), com o poeta Eduardo Jorge.

Ana Elisa Ribeiro, também nascida em Belo Horizonte, possui uma criação voltada ao poema curto em que trata das questões relacionais e de gênero. É escritora, professora e doutora em linguística. Publicou mais de 20 livros entre poesia, conto, crônica, infantis e técnico-científicos. É autora de Poesinha (BH, Pandora, 1997), Perversa (SP, Ciência do Acidente, 2002), Fresta por onde olhar (BH, InterDitado, 2008), Anzol de pescar infernos (2013, SP, Patuá, semifinalista do prêmio Portugal Telecom) e Xadrez (BH, Scriptum, 2015). Com o poeta Bruno Brum publicou Marmelada, pela coleção Leve um Livro, que ela também edita, com o patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte. Tem poemas publicados em mais de uma dezena de antologias, revistas e jornais no Brasil, além de poemas publicados e traduzidos na Espanha, no México, na França e em Portugal. Tem participado de festivais literários em mesas-redondas, leituras e oficinas. Atualmente, em seu trabalho como professora e pesquisadora, tem investigado as questões editoriais de mulheres escritoras e editoras no Brasil.

Fabrício Marques é poeta memorialista natural de Manhuaçu, no território Caparaó, que trabalha a relação entre o homem e a máquina para dar corpo à sua poesia. Foi editor do Suplemento Literário de Minas Gerais em 2004. Publicou os seguintes livros de poesia: Samplers (Relume Dumará, 2000, Prêmios Culturais de Literatura do Estado da Bahia), Meu pequeno fim (Scriptum, 2002) e A fera incompletude (Dobra Editorial, 2011, finalista dos Prêmios Portugal Telecom e Jabuti). Também é autor de Uma cidade se inventa (Scriptum, 2015, finalista do Prêmio Jabuti), Dez conversas (entrevistas com poetas contemporâneos, edição bilíngue, Gutenberg, 2004, finalista do Prêmio Jabuti) e Aço em flor: a poesia de Paulo Leminski (ensaio, Autêntica, 2001). Organizou, para a Editora da UFMG, Sebastião Nunes (2008) e Papel Passado (seleção de poemas de Libério Neves, 2013). Juntamente com Tarso de Melo, organizou a antologia digital Inventar la felicidad. Muestra de poesía brasileña (Vallejo & Co., 2016). Participa de antologias e festivais de poesia no Brasil e no exterior.

Natural de Juiz de Fora, Edimilson de Almeida Pereira (foto de Carlos Mendonça) possui uma poética multicultural, ligada a pesquisas etnográficas, principalmente voltada à poesia africana. Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1963. É docente de Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora. Na área de antropologia social publicou, dentre outros, os livros Mundo encaixado: significação da cultura popular (1992) e Do presépio à balança: representações sociais da vida religiosa (1995), A saliva da fala: notas sobre a poética banto-católica no Brasil (2017) e Entre Orfe(x) e Exunouveau: análise de uma epistemologia de base afrodiaspórica na Literatura Brasileira (2017). Na área de literatura infantil e infantojuvenil editou, dentre outros, Os reizinhos de Congo (2004), O primeiro menino (2013); Poemas para ler com palmas (2017, no prelo). Sua obra poética foi reunida nos volumes Zeosório blues (2002), Lugares ares (2003), Casa da palavra (2003) e As coisas arcas (2003). Seus livros de poesia mais recentes são Relva (2015), maginot, o (2016), Guelras (2016), E (2017) e Qvasi – segundo caderno (2017, editora 34).

O poeta Lucas Guimaraens (foto de Vanusas Campos) é neto de Alphonsus de Guimaraens. Possui uma produção calcada na remissão literária e no coloquialismo da geração contemporânea, utilizando uma linguagem atrelada ao neo-surrelismo de Murilo Mendes. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1979. Atualmente, é o Superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário de Minas Gerais e embaixador da UNESCO. É poeta, ensaísta e tradutor. Possui formação em Direito, no Brasil, e em filosofia, na França. Publicou poemas em diversas antologias, periódicos e revistas no Brasil e no exterior (dentre as quais, a Revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional, a Revista da Academia Mineira de Letras, a revista Espanhola En Sentido Figurado, a turca Siiristanbul Poetistanbul 2014 e a francesa Caravelles), tendo recebido alguns prêmios literários. Lançou, em 2011, seu livro: “Onde (poeira pixel poesia)”, pela editora carioca 7Letras. Em setembro de 2014 lançou, em Paris, pela editora L’Harmattan, o livro de filosofia “Michel Foucault et la Dignité Humaine”. Em 2015, lançou, pela Azougue Editorial, novo livro de poemas, “33,333 – conexões bilaterais”, com o artista plástico Fernando Pacheco. Em 2017, lançou, em Paris, pela editora L’Harmattan, seu terceiro livro de poemas, “Exil – Le lac des incertitudes”, em edição bilíngue.

BIENAL INTERNACIONAL DE POETAS PARIS/VAL-DE-MARNE

A Bienal Internacional de Poetas Paris/Val-de-Marne foi criada em 1991 por meio da iniciativa do poeta Henri Deluy, com o apoio do Conselho Geral de Val-de-Marne, juntamente com o Ministério da Cultura da França e da Direção Regional de Ação Cultural de Île-de-France. O evento se tornou ao longo dos anos um dos principais festivais de poesia da França e é o mais antigo. Durante esta trajetória, mais de 500 poetas estrangeiros e franceses participaram do encontro. O evento é realizado em diversos locais de Paris, como teatros, bibliotecas, universidades, escolas secundaristas, livrarias, facilitando a troca simbólica entre os poetas o público. As últimas edições contemplaram a poesia da África do Sul, da China, da Austrália, da Coréia do Sul e do Canadá. O presidente atual da Bienal é o poeta Alain Lance e o diretor geral é o poeta e editor Francis Combes.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *