Ouro Preto, parte do cenário de “Espelho da Vida”: porque a cidade está presente em grandes produções

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A nova novela das 18h da Rede Globo, “Espelho da Vida”, estreia hoje. Quem assina a direção da trama é Pedro Vasconcelos e a concepção do tema, que tem na espiritualidade sua grande inspiração é da belorizontina, Elizabeth Jhin.
O quarteto que dá vida aos personagens centrais reúne Vitória Strada e João Vicente Castro ( foto em destaque, de reprodução), além de Alinne Moraes e Rafael Cardoso.
Como cenário, uma cidade fictícia, chamada Rosa Branca. Mas, na verdade as cenas se passam nas cidades históricas de  Ouro Preto, Mariana, Carrancas e Tiradentes.  Um dos cenógrafos, é o ouropretano Rodrigo Câmara, que cede parte de seu acervo de antiguidades para a ambientação.
Aliás, Ouro Preto e seu entorno estão sempre cotados em grande produções nacionais de cinema e TV do Brasil e do exterior. “Espelho da Vida”, entra no horário de “Orgulho e Paixão”, com cenas filmadas na antiga Vila Rica.

A vantagem da cidade, além das igrejas e casario coloniais , está no belíssimo cenário natural, campos, cachoeiras e trilhas.

Em Ouro Preto já foram filmadas, entre outras tramas: “Memorial de Maria Moura”; ” O Grande Mentecapto”; o internacional “Luar sobre Parador”; “O Monge e a Filha do Carrasco”; “Coração de estudante”;  “Os Inconfidentes”; “Tiradentes”; entre outras grandes produções.

Ouro Preto pulsa história, arte, cultura, ecologia, festas e boa gastronomia. Por estar localizada em uma região montanhosa, Ouro Preto oferece sempre uma visão diferente da mesma paisagem. Cada olhar revela um ângulo novo: a majestade de uma igreja, o casario torto, o charme das ladeiras, o pico do Itacolomy emergindo sob a neblina. São cartões postais vivos, revelando uma beleza poética durante o dia e sombria e misteriosa durante a noite. Por isso, a primeira dica pra quem quer conhecer o berço da Inconfidência Mineira é calçar um bom par de tênis e sair, sem pressa, por suas ruas, apenas sorvendo o encanto.

Pisar Ouro Preto é pisar um solo sagrado, cheio de costumes religiosos e profanos, ideais políticos e artísticos. O ciclo do ouro deixou na antiga Vila Rica tesouros arquitetônicos e históricos, que, a cidade com sua vocação turística oferece ao visitante. Sob o olhar altivo da estátua de Tiradentes, erguida no local onde a cabeça do mártir foi exposta, contam-se 300 anos de barroco, convivendo lado a lado com a contemporaneidade.
A cidade tem 22 igrejas e capelas, talhadas na opulência do ciclo do ouro e sob a influência barroca. Entre elas merecem destaque a belíssima Igreja do Carmo, localizada bem no centro da cidade, de onde é possível vislumbrar linda vista local; a do Pilar, a segunda mais rica em ouro do país; a de São Francisco de Assis, considerada obra-prima do barroco, com pinturas de Mestre Athayde e entalhe e esculturas de Aleijadinho; além das igrejas do Rosário; Matriz de Nossa Senhora da Conceição; Igreja de São Francisco de Paula; Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões; Igreja de São José; Bom Jesus do Matosinhos ou São Miguel e Almas; e Igreja de Santa Efigênia, erguida pelos escravos, no chamado Alto da Cruz.
A história é guardada e recontada nos museus da cidade. O da Inconfidência, que abrigou a antiga Casa de Câmara e a cadeia, reúne acervo da Inconfidência Mineira e o mausoléu dos inconfidentes. A Casa dos Contos era a antiga casa da moeda, onde eram cunhadas a moedas de ouro. O antigo Palácio dos Governadores, localizado na Praça Tiradentes, hoje abriga a tradicional Escola de Minas e seus museus de mineralogia e história natural. Também devem ser visitados os museus Casa Guignard, com obras do lendário pintor; o Museu do Aleijadinho, com acervo sacro do mestre do barroco; o Museu do Oratório, que é o único do gênero no mundo; além dos museus do Pilar e da Escola de Farmácia.
Mas, nem só de história vive Ouro Preto: a cidade guarda importante parque ecológico no entorno, com nascentes, rios, picos e trilhas que são convite às aventuras. O principal atrativo deste turismo ecológico é o Parque Estadual do Itacolomy. Caminhantes animados, podem percorrer a distância até o famoso pico à pé, encontrando pelo caminho rica flora, além de fauna com alguns animais até em extinção, como é o caso da ave-pavó, lobo-gurá e onça-parda. O parque abriga o Centro de Visitantes, onde uma exposição fala sobre os aspectos biológicos e geomorfológicos da região. Lá também fica a belíssima sede da Fazenda São José do Manso, que tem mais de 300 anos. E se o espírito aventureiro ainda tiver fôlego, vale percorrer o Horto dos Contos, que oferece uma visão peculiar do centro histórico. Para complementar o turismo ecológico, também vale dar um pulinho no Parque Municipal da Cachoeira das Andorinhas, onde fica a lendária cachoeira Véu da Noiva, logo ali, no distrito de Antônio Pereira.
Aliás os distritos são outra joia da região de Ouro Preto. São 12: Amarantina, Lavras Novas, Santa Rita, São Bartolomeu, entre outros, cada um guardando sua magia peculiar e tradições arraigadas no DNA de seu simpático povo. O calendário de eventos revive comemorações seculares tanto nos distritos como em Ouro Preto. São famosos o Dia de Reis, nos arredores; a Festa do Reinado de Chico Rei; o  carnaval; a festa da goiaba em São Bartolomeu; a Semana Santa; o feriado de Tiradentes; a coroação do mês de Maria; as festas juninas nos distritos; o festival Ouropretano de Bandas; as Cavalhadas em São Gonçalo e Amarantina; entre outras maravilhas que resgatam o folclore e a cultura locais.
Atração à parte em Ouro Preto é a típica culinária mineira. Nos charmosos restaurantes e bares, é possível provar um pouco de comidas que fizeram história na região, como o feijão tropeiro, apreciado pela tropas de desbravadores dos sertões de Minas Gerais; o tutu à mineira; o frango ao molho pardo, entre outras recentes criações e releituras de pratos tradicionais.

Como se vê, o que não faltam são motivos para visitar ( e filmar)  o coração da Estrada Real, uma terra marcada pelos ideais libertários, e por onde andaram Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, e claro, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

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