Bens devocionais restaurados pela FAOP retornam a Passa Tempo

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A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP, juntamente com a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, entregou duas obras que estavam em processo de restauração à Igreja de Nossa Senhora da Glória, em Passa Tempo/MG. O evento contou com a presença do secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo, do prefeito de Passa Tempo, Edilson Rodrigues, do chefe de gabinete da FAOP Juliano Moreira, representando a presidente Júlia Mitraud, da diretora da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco, Gabriela Rangel. Também acompanharam a entrega a coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauração, Mariah Boelsums, e a técnica em Conservação e Restauro, Elisa Diniz.

 As peças foram recebidas pelo Curso Técnico em Conservação e Restauro da FAOP e restauradas pelas alunas Sarah de Paula Basílio, Raissa Iumatti Freitas e Daina Aparecida Sena dentro do processo de Estágio Curricular. A estratégia propicia aos futuros profissionais formação consistente e segurança para os desafios do mercado de trabalho, e às comunidades parceiras tratamento efetivo aos seus acervos culturais.

 Trabalhadas em madeira policromada, as esculturas de Cristo Crucificado e de Nossa Senhora das Dores passaram por diversos processos, dentre eles o de limpeza química e mecânica, remoção da camada de repintura, consolidação do suporte, de reintegração cromática e de aplicação do verniz de proteção.

 “Ouro Preto é referência na capacitação de especialistas ligados à conservação, restauração e preservação de bens móveis e imóveis em todo o Brasil. Fico muito feliz em ver que essa tradição que começou a ser construída pela FAOP em 1970, quando iniciamos a primeira experiência de formação profissional da área no Brasil, continua a ser aprimorada ao longo de todos esses anos. Através da utilização de novas técnicas e equipamentos mais modernos, que permitem diagnósticos mais precisos, nossa equipe tem recuperado importantes acervos em todo o país e ao mesmo tempo, formado semestralmente, técnicos bastante qualificados para atuar na preservação do patrimônio. A gratificação do nosso trabalho ao retornar para as comunidades com seus objetos artísticos e/ou de devoção, é ver a expressão de felicidade estampada nos rostos de seus moradores, além de garantir que aquela peça continue provocando o imaginário das pessoas por muitos anos”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto, Julia Mitraud.

A FAOP atua há 50 anos como instituição pública e há 47 anos presta consultoria, faz diagnósticos e desenvolve projetos na área de conservação e restauração de bens móveis por meio do Curso Técnico em Conservação e Restauro e da prestação de serviços.

Sobre o Curso Técnico em Conservação e Restauro

Teve início com o restaurador Jair Afonso Inácio na década de 1970. Considerado a primeira experiência na formação de profissionais de forma regular no Brasil, é referência no processo de restauração de bens culturais móveis nas áreas de papel, escultura policromada e pintura de cavalete.

Atualmente o curso é oferecido semestralmente com bolsas integrais. Ele se estrutura em cinco módulos com duração de 2 anos e meio, onde são abordadas diversos conteúdos, como teorias do restauro, da história da arte, técnicas e práticas envolvendo as três áreas. O ingresso é feito através de processo seletivo voltado para aqueles que já concluíram ou estão cursando o ensino médio a partir do 2º ano.

 FAOP 50 anos

 A Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP nasceu em 1968 da união dos esforços do poeta Vinícius de Moraes, da atriz Domitila do Amaral, do escritor Murilo Rubião e do historiador Affonso Ávila como um espaço para produzir e estudar arte, semeando um novo olhar. Na FAOP nasceu o primeiro curso para formação de conservadores e restauradores do Brasil. Este ano, a instituição celebra 50 anos de valorização, incentivo e preservação do patrimônio artístico de Minas.

 A FAOP atua por meio de políticas públicas, parcerias sociais, comunitárias e educativas, realizando ações de conservação, restauração, fazeres tradicionais e arte contemporânea em seus mais diversificados suportes e linguagens.

Foto Mateus Meireles

Divulgação: FAOP

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